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O Deus e a Fantasma - Resenha

  • Foto do escritor: Mel
    Mel
  • 14 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Título: O Deus e a Fantasma


Autora: Sophie Kim


Gênero: Fantasia, Romance, Romantasia, Mitologia Coreana


Pontuação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ (4.5/5)


Sinopse: Seokga, antes exilado, recuperou sua divindade, mas perdeu algo que jamais esqueceu: Kim Hani. Há 33 anos ele segue o fio vermelho do destino à procura da reencarnação dela.

Em busca de respostas, ele embarca num cruzeiro no submundo só para descobrir que sua amada não voltou como ele esperava, ela agora é Yoo Kisa, uma tripulante fantasma que nem sabe quem ele é.

Mas quando o Imperador Celestial é assassinado, Seokga e Yoo Kisa não têm opção: precisam se unir para encontrar o culpado. E enquanto o mistério se desenrola, os dois terão de enfrentar seus próprios sentimentos… Afinal, salvar o mundo pode significar se apaixonar de novo.



Resenha: Assim que eu acabei de ler O Deus e a Raposa, eu corri comprar a sequência. Ainda estava em pré-venda, mas a espera valeu muito a pena, pois O Deus e a Fantasma é maravilhoso!

(SPOILERS) Admito que no começo, assim como o Seokga, eu fiquei um pouco sentida da protagonista feminina não ser mais a Hani, e sim sua reencarnação. Toda a conversa sobre a teoria do navio de Teseu me fazia questionar se fazia sentido ter esse ressentimento da Kisa, já que, de certa forma, ela é a Hani.


Ao longo do livro o sentimento foi passando, e eu fui percebendo que a Kisa é uma ótima protagonista, apesar de muito diferente de sua predecessora, e Seokga também percebeu, lentamente se apaixonando por ela (de novo).


Apesar do romance ser um pouco mais destacado aqui do que no primeiro livro, também contamos com um mistério e uma investigação intensa: o assassinato de Hwanin, o Imperador Celestial e irmão de Seokga.


Todo o mistério é muito bem escrito, apesar de reciclar alguns elementos do livro anterior (sério, nem toda investigação precisa de um arenque vermelho*).

Kisa, no entanto, traz um novo elemento para a trama; ela é muito mais inteligente do que Seokga e Hani eram, sendo distraída apenas pela atração que sente pelo deus trapaceiro, mas até que ela consegue segurar a onda.


"E deixe-me contar algo sobre mecanismos de defesa, Kisa: não funcionam quando não nos sentimos ameaçados."


Nam Somi também retorna nesse livro, e tem sua tão esperada redenção (aos olhos de Seokga, já que Hani e Kisa nunca estiveram bravas com ela).

O desenvolvimento de Somi é impecável, gerando um certo conflito com Seokga, já que seu modo de lidar com o luto da amiga é vestir suas antigas roupas e ler seus antigos livros. Seokga acredita que Somi quer "ser" quem Hani era, mas a verdade é que, para ela, se vestir como a amiga é como ter um pedacinho de sua querida unnie* de volta.


Os demais personagens novos também são muito divertidos, desde o idol fantasma Hajun. até o CEO do submundo, Yeomra, com todos recebendo seus devidos momentos de destaque.


E falando em destaque... O Hwanin bebê (sim, quando deuses morrem eles reencarnam como bebês quase imediatamente), é uma graça! Além do romance, mistério, violência e investigação, Seokga e Kisa também precisam cuidar de um bebêzinho super poderoso e caótico, que lembra muito

o Zezé de Os Incríveis.


E por fim, os livros são anunciados como uma duologia mas... Não sei não, esse finalzinho ficou com uma cara de gancho pra sequência que eu tô achando que logo logo a Sophie Kim anuncia um terceiro livro,


Personagem Favorito: Hwanin bebê


Conclusão: E uma continuação muito boa, desenvolve bem os personagens e tem uma conclusão muito satisfatória. (E lembram como no primeiro livro falava-se muito de Chocopie? Dessa vez o destaque foi para as balas Kopiko! Eu adorava quando criança, mas não acho que era certo minha mãe dar doce de café pra uma eu de 6 anos...)



Citações Favoritas: "O fio vermelho os transformou em imãs que anseiam pela conexão."


"Ela é seu amor e uma completa desconhecida ao mesmo tempo."


"Eu arrasaria o mundo em chamas se isso significasse vê-la de novo."


"Admitir que está completamente fora da própria zona de conforto é quase revoltante, mas os maiores pensadores não sentem medo de admitir quando não sabem algo."


"Algo se contrai no peito dele, e Seokga se lembra, como sempre acontece perto de Kisa, de que ele de fato possui um coração."


"Abraçá-la é como respirar ar fresco pela primeira vez depois de se afogar."




*arenque vermelho: uma pista falsa ou informação enganosa usada para desviar a atenção de um assunto principal.

*unnie: usado por uma mulher para se referir a uma mulher mais velha (irmã, amiga próxima).

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