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Heavy Rain - Resenha (Jogo)

  • Foto do escritor: Mel
    Mel
  • 28 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Título: Heavy Rain


Desenvolvedor: Quantic Dream


Plataformas: PS3, Ps4, PC


Gêneros: Ação e Aventura; Filme Interativo; Investigação


Pontuação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ (4/5)


Sinopse: Em meio a uma cidade assolada por chuvas incessantes, quatro estranhos têm seus destinos entrelaçados pela caçada a um serial killer implacável conhecido como o "Assassino do Origami".

Ethan Mars, um pai traumatizado pela perda, vê seu mundo desmoronar novamente quando seu filho é sequestrado, forçando-o a enfrentar provas brutais para salvá-lo. Ao seu lado, uma jornalista determinada, um detetive particular e um agente do FBI lutam contra seus próprios demônios enquanto correm contra o tempo para desvendar o mistério. Heavy Rain é um thriller interativo intenso que explora temas de amor, sacrifício e a força humana diante do desespero.


Resenha: Eu já tinha começado esse jogo uma vez, mas o começo não tinha prendido a minha atenção, (realmente, o comecinho é bem lento), mas fico feliz em ter dado uma segunda chance, pois me diverti muito e fiquei imersa na investigação, criando minhas próprias teorias.


História:  O enredo é muito bem desenvolvido, o mistério não é óbvio, e te faz desconfiar de diversos personagens conforme novas pistas surgem. A trama do Ethan, inclusive, me lembrou o livro A Quimera, em que um homem começa a questionar sua própria inocência e sanidade.


Um dos pontos fortes do jogo são os personagens. Todos, para o bem ou para o mal, possuem bastante carisma e são capazes de envolver o jogador em suas respectivas jornadas. Cada protagonista carrega um enredo próprio interessante, e para mim, os destaques ficaram com Ethan (o pai) e Norman (agente do FBI), que apresentaram os arcos mais marcantes e divertidos. - Inclusive, O Norman e o Carter Blake me lembram muito o Connor e o Hank de Detroit: Become Human.


[Spoilers a partir daqui]

A motivação que Scott tinha para os assassinatos (encontrar um pai disposto a se sacrificar pelo filho, pois seu próprio pai largou seu irmão para morrer), é emocional, e mostra um pouco de humanidade em seu sofrimento. Porém, é quase impossível sentir empatia real por ele, já que seus atos destruíram diversas famílias, tirando a vida de crianças, e ainda se envolvendo com Lauren, mãe de uma de suas vítimas, fazendo-a acreditar que ele quer ajudá-la a vingar seu filho.


Jogabilidade: Existem algumas limitações: a movimentação dos personagens é rígida e, em minha experiência no PC usando um controle 8bitdo, encontrei problemas como mudanças inesperadas de direção e falhas na detecção de ações (principalmente na ação da imagem, que TODA vez não reconhecia quando eu fazia a "curva").

A mecânica se resume basicamente a controlar o caminhar dos personagens, interagir com objetos e enfrentar quick-time events, o que pode afastar quem busca uma experiência de gameplay mais tradicional.


Gráficos: Embora os gráficos hoje sejam ultrapassados e haja a repetição de NPCs "clones", é importante lembrar que o jogo é de 2010, então é aceitável.


Prós:

  • História muito bem desenvolvida

  • Personagens cativantes

  • Diversos finais (suas escolhas, de fato, importam)


Contras:

  • Controles limitados

  • Gráficos ultrapassados


Personagem Favorito: Ethan Mars; Norman Jayden


Conclusão: Um excelente jogo para fãs de mistérios e Thrillers Policiais (e fãs de true crime); não é atoa que recebeu 3 prêmios BAFTA: História; Musica Original; Inovação Tecnológica.



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