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Arquivo X - Duendes (Resenha)

  • Foto do escritor: Mel
    Mel
  • 2 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Título: Duendes


Autor: Charles Grant


Gênero: Ficção Científica; Investigação; Drama Policial


Pontuação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ (4/5)


Sinopse: Quando mortes brutais começam a acontecer em uma pequena cidade americana, os agentes Fox Mulder e Dana Scully são chamados para investigar. Em meio a pistas confusas, sussurros sobre duendes que espreitam na floresta e um silêncio pesado entre os moradores locais, a dupla se vê diante de uma ameaça que desafia tanto a lógica científica quanto os limites da crença.

Entre conspirações militares, experiências sombrias e uma presença que parece se esconder nas sombras, Duendes é uma história de tensão crescente, onde o terror não vem apenas do que é visto, mas principalmente do que é silenciado.


Resenha: Eu sempre fui MUITO fã de Arquivo X, então é um pouco vergonhoso admitir que eu só descobri esse ano que existem livros com histórias a parte da série,

Mas o lado bom é que eu descobri! E agora que eu li Duendes, eu definitivamente quero ler os outros livros.


Em relação a Duendes, eu tenho vários pontos positivos, mas alguns negativos.

Vou começar pelos negativos, que são minoria, mas foram o suficiente pra tornar a leitura um pouco mais demorada pra mim.


Pontos Negativos:

Formatação: a narração é toda feita em terceira pessoa, mudando os pontos de vista (Mulder, Scully e outros personagens), o que em si não me incomoda, o problema é que os pontos de vista mudam no meio do capítulo, de um parágrafo para o outro, sem nenhuma indicação de que houve essa mudança, ficando extremamente confuso, porque em um momento você está seguindo a investigação de Scully em um lugar, e no parágrafo seguinte você está em outro, e o texto demora para identificar quem você está seguindo agora.

Descaracterização: esse é um termo gentil que eu usei, porque na verdade o problema

é que todos os personagens masculinos (incluindo o Mulder!) são completos tarados. Talvez isso seja algo dos anos 90, ou algum problema pessoal do autor, mas chega a ser desconcertante toda vez que estamos no ponto de vista de um personagem masculino e ele precisa descrever alguma mulher. Isso me incomodou principalmente com o Mulder, porque ao contrário dos outros personagens, ele é alguém que nós já conhecemos na série, e esse não é o tipo de comportamento que ele tem.


Erros de digitação/tradução: pouca coisa, mas o suficiente pra me fazer erguer a sobrancelha com algumas frases, tipo "Estava de volta, trazendo um grosso CASADO nos braços." 🤨 Ou traduções literais de expressões que não funcionam em português e precisariam ser adaptadas.


Enfim, apesar dessas críticas, o livro é sim muito bom, e enquanto eu lia era como se um episódio da série estivesse realmente passando na minha cabeça.


Pontos positivos:

Enredo: Todo o drama da investigação é muito bem construído, desde Carl, o repórter amigo de Mulder indo procurar ele antes do caso sequer ter aberto, até toda a ação na cidade e no Forte Dix, envolvendo os militares e a "senhorinha maluca" da cidade, que pintava pessoas com spray laranja para sinalizar quem eram os duendes.


Personagens: apesar da minha reclamação acima, no geral os personagens foram muito bem construídos. Scully principalmente estava bem fiel ao que ela é na série, e os novos personagens, como Hank e Andrews foram excelentes adições ao elenco do livro.


Mothership: pra quem não sabe, "Mothership" é o "nome de casal" de Mulder e Scully, e o livro está repleto de migalhas indicando a relação deles.

Apesar dos dois serem o maior slow burn* da história, tanto na série quanto no livro é nítido, desde o começo, que existe uma química muito maior do que apenas amigos ou colegas de trabalho ali. (Eu fiz questão de registrar todas as migalhas desse romance na imagem aí em cima!)


Personagem Favorito: Dana Scully ♡


Conclusão: Um bom livro e uma ótima adição para o universo de Arquivo X. Mesmo a série tendo 11 temporadas e um filme, quanto mais conteúdo, melhor. Eu nunca me canso.


Citações Favoritas: "...sempre decidia a mesma coisa toda maldita noite, e nunca fazia nada a respeito. Não conseguia mudar de vez."


"Aborrecida, Dana disse que isso não era uma desculpa. Era algo compreensível, mas não era uma desculpa."


"Sonho ou não, era o que o fazia continuar."


"E uma faca era uma arma muito mais pessoal,... ...um rifle era mais distante, uma arma sem paixão."



 
 
 

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