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A História de Alistair Chevalier - Resenha

  • Foto do escritor: Mel
    Mel
  • 15 de out. de 2024
  • 3 min de leitura

Título: A História de Alistair Chevalier


Autor: Rodolpho Padovani


Gênero: Ficção, Ficção Histórica, Vampiros


Pontuação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ (5/5)


Sinopse: A História de Alistair Chevalier é o primeiro livro de uma duologia, cujo segundo livro ainda não foi publicado.

A morte marca apenas o início de uma nova jornada. Alistair Chevalier, nascido na elite de Paris no século XIX, vê sua vida de luxo se transformar em uma existência trágica quando encontra seu fim nas sarjetas da cidade. No entanto, ele renasce em um mundo envolto em sombras, guiado por um vampiro obcecado que o trouxe de volta à vida. Juntos, eles vagam pelas ruas escuras da capital francesa em busca de sangue, enquanto Alistair se questiona sobre sua nova natureza e tenta descobrir qual é seu lugar em um universo tão estranho e sombrio. Atormentado por um erro do passado, ele busca refúgio em Londres. Na cidade envolta por névoa e decadência, entre becos tortuosos e bairros arruinados, Alistair faz novas descobertas sobre o valor da amizade verdadeira, tenta entender o significado do amor e começa a vislumbrar que, mesmo na escuridão em que vive, ainda podem haver traços de humanidade e esperança. Combinando a sofisticação da Era Vitoriana com a degradação daquele tempo, a história vai além do sobrenatural, explorando temas universais como vida, morte, solidão, crenças, amor e o poder transformador das amizades e escolhas. Acima de tudo, surge a pergunta essencial: o que nos faz verdadeiramente humanos?


Resenha: [Contém Spoilers] Esse livro me surpreendeu muito. Eu fui esperando uma história de vampiro como tantas outras que já conhecemos, e me deparei com uma obra muito mais profunda e filosófica, que toca em assuntos sensíveis como a consciência, a culpa, o amor e a própria humanidade; além do estilo de escrita quase sonoro, que torna a leitura ainda mais agradável.

A ambientação é espetacular e imersiva, te jogando nas ruas de uma Paris em revolução e uma Londres vitoriana com descrições realistas e historicamente acuradas.


Os personagens são cativantes e profundos, e mesmo os personagens mais secundários tem seus momentos de destaque.

Alistair sofre ao tentar entender sua nova identidade, se julga como monstro e se agarra aos fiapos de humanidade que ainda se agarram a ele, obstinadamente.

O livro conta com críticas religiosas, sociais e econômicas de forma sutil, porém impactante. Alistair nasce em um berço de ouro bastardo, para morrer nas sarjetas e renascer em um mundo de podridão escatológico.


"Deveria ou não atacar aquelas pessoas? Ele também havia feito parte daquela sociedade. Por que aquilo parecia mais errado do que atacar mendigos?"


No entanto encontra um consolo inesperado em amizades verdadeiras, encontra um lar, e com ele, esperança. Porém a fome o consome de dentro para fora como um verme incansável, confrontando Alistair com questionamentos de moralidade e culpa. Afinal, é justo que tire vidas alheias, inocentes ou não, em prol de sua própria sobrevivência? Algumas vidas valem, de fato, mais do que as outras? Existem situações onde matar alguém pode ser considerado misericórdia, ao invés de egoísmo?


E a pergunta mais enigmática de todas: é possível o amor nascer no solo de um coração que já não é mais fértil?


Personagens Favoritos: Pauline e Dominic


Conclusão: Apesar das mortes constantes de personagens queridos, esse livro foi uma grata surpresa que a Bienal do Livro 2024 me proporcionou, e eu recomendo ele à todos aqueles que se sentem perdidos dentro de si mesmos, por qualquer motivo que seja.

Inclusive, participar da leitura coletiva com direito à informações extras do próprio autor também está sendo uma experiência incrível, e é um dos diversos motivos pelos quais eu acho que deveríamos dar mais valor aos autores nacionais, em específico autores menos conhecidos.


Citações Favoritas: "Ele desejou que o tempo pegasse o frio emprestado e congelasse."


"O grito da população irrompeu e fez o silêncio fugir de medo."


"Você só pode viver uma vez, mas pode morrer mais de uma."


"... uma voz soturna lhe dizia que a culpa era inteiramente dele, que ela havia sido feita sob medida para servi-lo..."


"-Você sempre vê o lado bom das coisas?

-É o lado mais agradável de olhar."


"Estou dizendo que você precisa olhar mais para as coisas e enxergar que tudo tem dois lados, não só o lado obscuro que você enxerga o tempo todo."


"... o som de ser coração apaixonado pulsou mais rápido como se tentasse acelerar as horas."

(Foto tirada por mim)


P.S.: A quem interessar, também fiz uma playlist de musicas que sinto que encaixam no enredo do livro:


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